O blog Aventuras Cotidianas iniciou no final de outubro de 2005 e de lá para cá, tivemos quase dois mil acessos, parcerias fechadas com blogs brasileiros, japoneses e italianos.
Com este sucesso, as crônicas serão publicadas mensalmente na Revista Duque de Caxias em Curitiba, semanalmente no Jornal A Tribuna em São Carlos, no site www.galeradosul.com.br e até no jornal de Arandu! Todos a partir de janeiro de 2006.
Parece pouco? Bem, esqueci de contar a surpresa de dar uma entrevista para o jornal a Tribuna do Planalto, em Goiânia, que foi publicado dia 25 de dezembro. E ainda, publicaram a crônica Meu Espírito Natalino!
E tudo isto aconteceu graças a você! Sim, ao apoio, aos comentários e acessos ao blog. Depois de todas estas novidades, esta semana, devido às festas e feriados, não teremos a crônica, mas coloquei a entrevista que dei no jornal A Tribuna do Planalto no link:
Quando tiver a versão impressa, disponibilizo para você.
E também, queria fazer um agradecimento especial para colaboradores e leitores como: Gisele Ribeiro, Aline, Patrícia do RJ, Cleide, Eduardo Freitas, Sandra e Ana Miyasaki, Melissa Jares, Rosana Pietro, aos meus pais e minhas irmãs e claro, a você que colaborou com a divulgação, conselhos, comentários e apoio moral para o blog Aventuras Cotidianas.
Em 2006, teremos muitas novidades, novas crônicas, publicações (confiram em Autor), parcerias e muitas aventuras de Mack. Aguardem...
Este castigo não poderia ser pior. Não mesmo. Desta vez, Lindy conseguiu se vingar de mim com todas as letras, e pelo quê? Por quê algumas bolinhas se espatifaram no chão da sala? Bobagem! Está bem, assumo que foram mais do que bolinhas. Foram poucas. Quer dizer, se somarmos que em cada caixa vinham doze bolinhas e tinham cinco caixas. Ao menos tentei salvar algumas com a força do meu pensamento. Não deu. Todas resolveram mostrar seu esplendoso brilho prateado em milhares de cacos espalhados na sala. Levei mais de três dias para tirar tudo.
Ainda sinto o eco estridente da voz dela no meu ouvido gritando: “Agora, você vai fazer as compras neste final de semana! E no domingo!”. Para muitas mulheres parece simples, mas o que ela quiser dizer foi o seguinte: “Mack, já que você odeia lugares cheios, você vai fazer as compras em pleno shopping abarrotado de gente às vésperas do Natal”.
E vou ser sincero com você, implorei, implorei e implorei. Não teve acordo e cá estou eu, em pleno domingo com sol, parado em fila dupla dentro do estacionamento do shopping.
BIIIIIIIIIII.BIIIIIIIIIIIIIII.BIIIIIIIIIII.
- Calma! - gritei novamente para a fila de carros que se formou atrás de mim. Estava parado ali, esperando uma senhora que fácil, fácil dava duas mamães noéis. Ela disse que estava saindo, mas o problema nem conseguia passar entre os carros. A bunda dela ficava para fora.
BIIIIIIIIIII.BIIIIIIIIIIIIIII.BIIIIIIIIIII.
O pessoal de trás não parava de buzinar e gritar sinceros desejos de natal. Olhei pelo retrovisor vendo um homem vestido de vermelho com barba branca. O Papai Noel. Coloquei a mão pela janela pedindo calma com meu sorriso natalino e em troca, recebi um dedo do meio levantado com luva branca seguido de:
- Anda com esse carro, seu filha da p.! Estou atrasado, desgraçado do caralh...
Quando fui responder a altura para aquele velho de barba postiça, vi um segurança do shopping se aproximando com sua moto. Na hora, fiquei em dúvida se poderia me multar ali dentro. Como já tenho multas, o suficiente pelos próximos anos, arranquei retribuindo o dedo pela janela.
- Espero que o segurança não pense que é pra ele... - comentei tendo de estacionar meu carro no canto mais obscuro do estacionamento.
Desci pelas escadas rolantes, entrando imbecilmente na frente de um casal com filhos. Tive que ficar estremecido sem me mexer. Na minha frente, dois gorilas do tamanho de armários e atrás, o menino se achando o próprio Harry Porter me cutucando com sua varinha de condão. Tira isso!
Olhei para trás com a intenção de reclamar gentilmente, quando a escada rolante travou fazendo meu corpo grudar nas costas de um dos gorilas. Claro que eles não gostaram e fiz um sinal de desentendido pedindo desculpas. Hoje, estava colecionando problemas.
Finalmente pisei no corredor do shopping com todo desejo de ir embora. Aquilo estava intransitável. É sério! Centenas e centenas de pessoas passando de um lado ao outro se esbarrando com sacolas, crianças gritando por presentes, os pais bufando de calor e eu.
- Preciso ir embora o mais rápido possível! - disse procurando pelo painel com a localização das lojas. Adiante tinha um, com oito pessoas na frente - E antigamente não acreditava quando me diziam que brasileiro adora uma fila.
Parei ali, atrás de uma senhora simpática com mil sacolas. Pensei em perguntar sobre os presentes, mas resolvi ficar calado para não colecionar outro problema. Olhei a minha volta, observando aquela zona generalizada quando ouvi uma voz familiar.
- ¡Mira el display!
Gelei. Os músculos do meu corpo travaram. Conhecia esse sotaque dos meus pesadelos de praia mais horripilantes. Olhei com extrema cautela para trás, vendo a última cena que desejaria neste Natal. Sim, você acertou. Era ele mesmo! O Dieguito com toda sua família!
“Mack, você tem que sair daqui, agora!”
Não pensei duas vezes. Corri da fila empurrando todos a minha frente. As sacolas da senhora voaram me lembrando das caixas com as bolinhas. Não dava tempo. Vi a minha direita uma loja de departamento e entrei no lado mais cheio. A ala feminina. Precisava me esconder e as mulheres estranharam minha presença. Fiquei parado, tentando disfarçar meu olhar entre a porta e os sutiãs do cabide. Acho que eles não viriam para cá.
- Não pode ser possível! É praga da minha mulher, tenho certeza. - comentei com a voz trêmula. Aos poucos, saí de trás dos cabides para a entrada. Parei. A gralha da família foi a primeira a entrar na loja. Com o coração pulsando forte, peguei algumas roupas e voei para o provador masculino. Ficaria ali. Parado.
- Claro! O senhor pode entrar naquele provador... - Gracias!
Era a voz do Dieguito. Espiei pela porta e o vi entrando no provador do lado. Só a parede com o buraco em cima separava-o de mim. Precisava ficar muito quieto. Pensei em aproveitar este momento para ir embora, mas tinha certeza que a senhora Perón estaria nas redondezas. Se ela me visse, me reconheceria. Tinha de esperar.
- Humf... O que é isso? - perguntei em voz alta sentindo um tecido tocando minha cabeça. Afastei, vendo uma camisa amarela pendurada entre os dois provadores. Só podia ser dele. - Acho que na terra dele não existem cabides...
Olhei para a camisa e me senti extremamente maldoso. Se existisse Papai Noel, este era um dos primeiros atos que ele condenaria. Tive uma idéia e comecei a ouvir o Dieguito cantar um tango com uma voz medonha.
- Mi Buenos Aires querido cuando yo te vuelva a ver... Segurei a ponta da camisa que cheirava a animal de curral. Só puxar devagar. - El farolito de la calle en que nací... Quase. Senti o tecido friccionar contra a parede. Mais um pouco. - Hoy que la suerte quiere que te vuelva a ver...
Pronto. A camisa estava em minhas mãos. Nem precisei aproximar para sentir o mau cheiro. Faria um favor para humanidade e me vingaria. Fiz uma bola com o tecido e joguei no outro canto dos provadores que parecia ser um depósito. Hehehehe. Contive minha risada sarcástica no espelho e esperei para ouvir a reação. Dieguito, o placar está 1x1, argentino filho da mãe.
- Mi Buenos Aires tierra florida… Hummm? ¡Carajo! ¿dónde está mi camisa? - ouvi a voz preocupada dele. Coloquei a mão na boca para rir. - ¿Habrá caído al oholado?
Abri os olhos espantados. Ele vinha pra cá. Rápido, Mack! Peguei a primeira roupa do monte.
Continua abaixo... Escrito por Mack às 20h40
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Continuação...
TU-TU-TU-TU. - Sim? - perguntei disfarçando a voz. - Perdona...- respondeu o Dieguito abrindo a minha porta - És que...
Ele ficou mudo. Deveria estar abismado. Claro que antes dele entrar, tive a idéia brilhante de fingir que estava trocando de camisa e parei na metade, deixando meu rosto encoberto. Esperto, não? Quase. Se estivesse provando uma camisa, e, não um vestido prateado enfiado na minha cabeça. Merda.
- És que... ¿Está todo bien? - perguntou o argentino olhando para aquela cena. - Sim, estou apenas tentando provar esta roupa... - respondi tentando passar meu braço pela manga do vestido. - Pero este traje... ¿No habrás tomado la pieza errada? - Imagine... - respondi tentando entender o espanhol - É o mesmo tamanho que minha mulher usa... - Su voz me suena conocida... - comentou o argentino. - Já me disseram isso antes... - menti sentindo que a parte da cintura do vestido nunca passaria pela minha cabeça gigante. - Perdona, es que le iba a preguntar acerca de mim camisa... Espera! Le voy ayudar a poner esto traje. Veo quenecesitas ayuda. - Não, obrigado! - respondi afastando e me encostando no espelho - Com jeitinho, ela passa...
Não deu outra. O Dieguito entrou no provador.
- ¡Dari um tirón em esta paste acá! - disse o argentino pegando a ponta para puxar. Se puxasse com força, o vestido rasgaria na metade. - Pode deixar... - tentei desvencilhar ficando de costas e me enfiando na quina do provador. - No sea tímido, yo tampouco me depilo las espaldas... - respondeu o argentino puxando a barra do vestido. - Assim vai rasgar... - comentei contorcendo o corpo para tirar as mãos dele. Já escutava o barulho do tecido rasgando quando meu olho direito passou pela manga do vestido. Continuava virado para a quina da parede sentindo as mãos dele nas minhas costas. Queria fugir Obrigado, Maradona. Mas não preciso de ajuda. - ¿Maradona? - perguntou o argentino parando de puxar.
Droga. Ele vai me reconhecer. Em um movimento rápido, empurrei meu corpo para trás, fazendo o Dieguito bater na ponta dos cabides metálicos. Ele gritou de dor e saí correndo com o vestido entalado no corpo e com um olho para fora. Passei pela porta da loja, ouvindo o alarme disparar e as pessoas gritarem pelo corredor. Arranquei o vestido de cima e sem camisa, subi disparado pelas escadas rolantes direto para o estacionamento. Só parei quando cheguei em casa e toquei no meu bolso vazio.
- A carteira...
Ps. Obrigado novamente a Gisele Riberio! Incansável!
Escrito por Mack às 20h40
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Meu Espírito Natalino!
- HoHoHoHoHo, HoHoHoHo... - treinava a voz enquanto fazia a barba no banheiro. A espuma branca espalhada pelo rosto completava o visual. Este ano combinei com minha mulher de ser o Papai Noel. Uma idéia estúpida que sugeri quando me emocionei com um filme na televisão. Nem me diga. O pior que não posso voltar atrás.
O jeito seria melhorar minhas atitudes como ser humano a partir de hoje ao Natal. Sabe, ser uma pessoa solidária com os outros, os vizinhos, evitar palavrões ou gestos obscenos para argentinos que pudesse cruzar na rua. Mentalizar o espírito natalino!
- Merda, me cortei! - xinguei olhando para o espelho - Vai ser difícil, mas você vai conseguir. Mack, o Noel! Putz... que nome mais brega... - comentei descendo para cozinha - Que tal, Mack o Super Noel? Não... ou Mack e suas bolas vermelhas? Mack do saco vermelho? Mack, o entalado na chaminé? Não, Não e Não. Deixa pra lá...
Peguei minha xícara de café matinal indo para a sala. A primeira tarefa do dia, anotada por Lindy era simples: montar a árvore de Natal. Deste modo, teríamos duas novidades este ano. A primeira é que usaríamos uma árvore artificial ao invés da natural que sempre morria antes do dia 24. Parece bobagem, mas olhar para uma árvore seca, torta com galhos caindo e iluminadas por piscas-piscas falhando, não eram a melhor lembrança. Bem, a segunda e melhor novidade. Adivinhe quem seria a pessoa de bom coração que montaria a árvore? Claro, eu Mack, o seu Noel!
- E por onde começo? - perguntei vendo os objetos espalhados na sala. Este era o problema. Nunca montei a árvore antes.
Sabendo isso, Lindy separou tudo que precisaria: a caixa com a árvore, as diversas bolinhas texturizadas, brilhantes, decoradas, foscas e para ajudar, eram todas de vidro! Ela ganhou estas porcarias de herança e este ano, me fez prometer que colocaríamos na árvore. No outro canto, estavam os piscas-piscas (precisava saber se algum continuava funcionando), os colares metalizados e o mais importante de tudo: a folha com o passo a passo de como realizar esta complexa obra da engenharia.
- Ou seja, ela duvidou da minha capacidade. Ótimo! - disse amassando a folha e jogando para trás do sofá - Ela vai ver... - disse lendo as instruções na lateral da caixa - São cinco passos. Qual a dificuldade em realizar cinco passos? É mais fácil que saltar de amarelinha com vontade de soltar um...
Primeiro passo: esvaziar a caixa. Tudo bem. Retirei todos os galhos de plástico e as hastes que formariam a base. Estava tudo ali. Segundo passo: montar a base.
- Ok. Só tem estes três pedaços. - disse tentando juntar um no outro conforme o desenho. Esse problema sempre acontecia comigo. Desenho é desenho e na vida real nunca fica igual! Coloquei a base no chão. Parecia inclinada para a direita. Sem problemas, era só ajustar. Apertei o canto, sentindo a haste envergar demais. Piorou - Acho que foi muito... Tudo bem. Deixa assim...
Terceiro passo: encaixar os galhos de plástico na haste principal. Fácil. O galho pinicava a mão, mas deu para encaixar. O segundo e terceiro estavam alinhados. Próximo. Reparei na ponta do quarto galho. Parecia diferente para entrar naquele buraco. Pressionei sentindo uma resistência. Nada. Nem a ponta entrou.
- O que acontece? - perguntei tentando em outro buraco com o mesmo problema. Isso me relembrava minha primeira experiência sexual. Será que conseguiria na terceira tentativa? - Vou forçar um pouco só.
Parecendo um frango assado do Kama Sutra, travei a haste principal entre minhas coxas e fui pressionando o galho com força no buraco. Sabia que ele queria entrar. Era só dar uma ajuda. Forcei. Quase dentro. Mais um pouco. Cleckt. Quebrou a ponta do encaixe! A ponta estava solta.
- Mas que vag... - respirei fundo. - Calma Mack, é só colar a ponta.
Na geladeira da cozinha, peguei a ultra-rápida e poderosa cola. Desta vez me lembrei de outra posição. O bode e a árvore. Sentei segurando a haste principal com uma mão e com a outra o galho. Passei a cola tanto no buraco como na ponta. É só segurar os dois e não soltar...
TRIMMMM. TRIMMMMM. TRIMMMMM.
O telefone tocou na mesa da sala. Lembrei que esperava uma ligação da minha editora. Olhei para os galhos. Ainda não colou o suficiente...
TRIMMMM. TRIMMMMM. TRIMMMMM.
Droga. Levantei em direção a mesa, segurando a árvore contra meu peito. Se segurasse o galho e a haste com uma mão, teria uma chance. Pronto. Árvore segura.
- Alô? - atendi o telefone. - Boa tarde, senhor Mack? - É ele... - respondi estranhando a voz e olhando para a cola que escorreu pela haste principal. Minha mão estava ali. - Senhor Mack, aqui é da Super Gold Cartões e gostaríamos de oferecer nosso exclusivo cartão sem anuidade e... - Olha, já respondi na semana passada que não quero. Já tenho um cartão... - respondi. Estava fugindo deles fazia uma semana. Abri minha mão para soltar a árvore e ela não soltou. Estava tudo grudado. - Mas esta semana, estamos com uma super promoção... - Merda... - xinguei sentindo minha mão realmente colada. - Como disse? - Nada... Olhe, no momento estou... - Então, esta semana nossa super promoção de Natal...
Nem prestei mais atenção no que ela dizia. Precisava desgrudar aquilo da minha mão, antes de Lindy chegasse do supermercado. Lembrei dos produtos de limpeza na cozinha. - Então, senhor Mack, nosso plano gold ultra super plus.... - Sim, claro... orelha e o ombro para sair da sala. Olhei as caixas com as bolas e tentei desviar com a árvore. Quase. Tec. A ponta da árvore pegou nas caixas fazendo as bolas voarem pelo chão de madeira da sala. Fechei os olhos para não ver a cena...
- Senhor Mack, ainda não estamos no Ano novo para brincar com bombinhas... - Hummm... - murmurei com uma dor no coração enquanto passava pelo corredor pisando nos cacos espalhados. Tinha pouco tempo. Corri para a cozinha. Abri o armário com os produtos de limpeza. O que poderia usar? Tinha álcool, removedor, thiner, lustra-móvel, desinfetante e milhares de produtos que não sabia para o que serviam. - Vou usar tudo junto... - comentei em voz alta. - Ótimo, o senhor vai querer o pacote completo? Bem...
Acho que minha situação estava ficando delicada. Depois resolvia isso. Separei um pote e coloquei tudo junto. Dei uma misturada deixando aquela cor verde musgo com um cheiro horroroso. Era o único jeito. Apoiei a árvore em cima da pia e fui derramando nos espaços vazios entre minha mão e a haste.
Derramei tudo, esperando alguns segundos. Puxei a árvore. Nada. Continuava grudado. Senti aquele cheiro no meu nariz. Atchimmmmmm.
- Saúde... – disse a moça.
Não tinha jeito, precisava tirar aquilo à moda antiga, ou seja, descolar de uma vez. É só contar até três, puxar a árvore com tudo e rezar para doer o menos possível. Vamos lá.
- O senhor entendeu esta parte do contrato? - Claro... - respondi contando até três. - E como seria a forma de débito? (Três) - Bem, quais opções vocês têm? (Dois) - Imagino que o perfil do senhor... (Hum). - Seja de débito automático, pois... (Agora) - Haaaaaaaaaaaaa... Filha da puta! - gritei no telefone sentindo minha pele descolar. A árvore voou para o corredor e fechei os olhos de dor. Era insuportável. - Como? O senhor não precisa agir desta forma. Grosso! - respondeu a moça desligando o telefone. - Não era com você, sua... - ouvi o TU-TU-TU-TU - Mas bem feito. - respondi desligando o telefone em seguida. A palma da minha mão estava um vermelhão só, igual ao meu rosto. Não conseguia fechar os dedos. Olhei em volta os produtos derramados na cozinha e os milhares de cacos na sala. Parecia um campo de guerra. Não faltava mais nada.
Relatam o conturbado dia-a-dia do escritor Mack, que publica uma coluna semanal online -tarefa simples que torna-se hilária com as situações do cotidiano relatadas por ele com suspense, aventura e comédia.
São personagens constantes de suas aventuras, Genésia, sua editora-chefe, Domitila, sua nova assistente, e Lindy, sua mulher. Junte-se a isso, o cachorro Buick e o futuro papagaio Speak. Sem falar dos pais que moram na cidade vizinha e o argentino Dieguito com sua família.
Torça, emocione-se e ria com as Aventuras Cotidianas, publicada toda quarta-feira.